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sexta-feira, 6 de abril de 2012

Sexta-feira da Paixão #4





Lacrimosa dies illa,
Qua resurget ex favilla
Judicandus homo reus.
Huic ergo parce, Deus:
Pie Jesu Domine:
Dona eis requiem. Amen.

Sexta-feira da Paixão #3

Salvador Dali, O Cristo de Saint Jean de La Croix (1951)

Sexta-feira da Paixão #2

CaravaggioA Coroação de Espinhos (1602-03)

Sexta-feira da Paixão #1


Andreas Mantegna, Oração no Jardim das Oliveiras (1460)

quarta-feira, 21 de março de 2012

Dia Mundial da Poesia.

O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.


E os que lêem o que escreve,
Na dor lida sentem bem,
Não as duas que ele teve,
Mas só a que eles não têm.


E assim nas calhas de roda
Gira, a entreter a razão,
Esse comboio de corda
Que se chama coração.

Fernando Pessoa, Autopsicografia.

Dia Mundial da Árvore.


Na natureza, nada se cria,
nada se perde, tudo se transforma.

Antoine Lavoisier

segunda-feira, 19 de março de 2012

Para Ti.

Para ti, meu Avô, meu Pai de sempre; serás sempre o meu Pai, todos os dias - todos. Ainda que já cá não estejas para me passar a mão pelos cabelos, para me levares a andar de bicicleta, para me deixares subir aos teus ombros ou para me assobiares e chocalhares as chaves quando chegavas a casa.
Continuo a ouvir-te, Avó. Deve ser por isso que, todas as manhãs, ainda te dou os bons dias. Feliz dia do Pai, Avô.


Pai. A tarde dissolve-se sobre a terra, sobre a nossa casa. O céu desfia um sopro quieto nos rostos. Acende-se a lua. Translúcida, adormece um sono cálido nos olhares. Anoitece devagar. Dizia nunca esquecerei, e lembro-me. Anoitecia devagar e, a esta hora, nesta altura do ano, desenrolavas a mangueira com todos os preceitos e, seguindo regras certas, regavas as árvores e as flores do quintal; e tudo isso me ensinavas, tudo isso me explicavas. Anda cá ver, rapaz. E mostravas-me. Pai. Deixaste-te ficar em tudo. Sobrepostos na mágoa indiferente deste mundo que finge continuar, os teus movimentos, o eclipse dos teus gestos. E tudo isto é agora pouco para te conter. Agora, és o rio e as margens e a nascente; és o dia, e a tarde dentro do dia, e o sol dentro da tarde; és o mundo todo por seres a sua pele. Pai. Nunca envelheceste, e eu queria ver-te velho, velhinho aqui no nosso quintal, a regar as árvores, a regar as flores. Sinto tanta falta das tuas palavras. Orienta-te, rapaz. Sim. Eu oriento-me, pai. E fico. Estou. O entardecer, em vagas de luz, espraia-se na terra que te acolheu e conserva. Chora chove brilho alvura sobre mim. E oiço o eco da tua voz, da tua voz que nunca mais poderei ouvir. A tua voz calada para sempre. E, como se adormecesses, vejo-te fechar as pálpebras sobre os olhos que nunca mais abrirás. Os teus olhos fechados para sempre. E, de uma vez, deixas de respirar. Para sempre. Para nunca mais. Pai. Tudo o que te sobreviveu me agride. Pai. Nunca esquecerei.


José Luís Peixoto, Morreste-me.

Dia do Pai.

Dia do Pai.

quinta-feira, 1 de março de 2012

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Dia Mundial da Rádio.



No passado dia 13 de Novembro de 2011, em Paris, a 36.ª Conferência Geral da UNESCO instituiu, sob proposta da Delegação Permanente Espanhola, o Dia Mundial da Rádio. Comemora-se hoje.

sábado, 11 de fevereiro de 2012

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

sábado, 4 de fevereiro de 2012

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Depois de ti.

Pai. Quero que saibas,

É o teu rosto que encontro. Contra nós, cresce a manhã, o dia, cresce uma luz fina. Olho-te nos olhos. Sim, quero que saibas, não te posso esconder, ainda há uma luz fina sobre tudo isto. Tudo se resume a esta luz fina a recordar-me todo o silêncio desse silêncio que calaste. Pai. Quero que saibas, cresce uma luz fina sobre mim que sou sombra, luz fina a recortar-me de mim, ténue, sombra apenas. Não te posso esconder, depois de ti, ainda há tudo isto, toda esta sombra e o silêncio e a luz fina que agora és.

José Luís Peixoto, Morreste-me.

E ainda me fazes falta. Todos os dias, Avô.

domingo, 25 de dezembro de 2011

domingo, 18 de dezembro de 2011

In Memoriam.


The truth is not simply what you think it is;
it is also the circumstances in which it is said,
and to whom, why, and how it is said. 

Václav Havel

sábado, 17 de dezembro de 2011

sábado, 12 de novembro de 2011

In Memoriam.




A 12 de Novembro de 1991, o que era uma simples procissão no Cemitério de Santa Cruz, em Dili, Timor Leste, transformou-se numa manifestação pela independência de um povo e num massacre vergonhoso.
Foram mortos 271 timorenses; os nomes deles, aqui.

imagens daqui.