![]() |
Natalie Portman e Ashton Kutcher, No Strings Attached (2011). |
Mostrar mensagens com a etiqueta refúgios cinematográficos. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta refúgios cinematográficos. Mostrar todas as mensagens
sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012
Surpresas.
Etiquetas:
refúgios cinematográficos
terça-feira, 10 de janeiro de 2012
Variações sobre o mesmo tema.
- Can you hear me?
- Yes.
Let me explain
a couple of things.
Time is short.
That's the first thing.
For the weasel,
time is a weasel.
For the hero,
time is heroic.
For the whore,
time isjust another trick.
If you're gentle,
your time is gentle.
If you're in a hurry,
time flies.
Time is a servant
ifyou are its master.
Time is your god
if you are its dog.
We are the creators of time...
the victims of time
and the killers of time.
Time is timeless.
That's the second thing.
You are the clock, Cassiel.
- Yes.
Let me explain
a couple of things.
Time is short.
That's the first thing.
For the weasel,
time is a weasel.
For the hero,
time is heroic.
For the whore,
time isjust another trick.
If you're gentle,
your time is gentle.
If you're in a hurry,
time flies.
Time is a servant
ifyou are its master.
Time is your god
if you are its dog.
We are the creators of time...
the victims of time
and the killers of time.
Time is timeless.
That's the second thing.
You are the clock, Cassiel.
Imagem e texto do filme Faraway, So close, de Wim Wenders (1993).
Obrigada, Bli!
Etiquetas:
refúgios cinematográficos
terça-feira, 18 de outubro de 2011
Ditos.
![]() |
| Audrey Hepburn e Sean Connery, Robin and Marian, 1976 |
I love you. More than all you know. I love you more than children. More than fields I've planted with my hands. I love you more than morning prayers or peace or food to eat. I love you more than sunlight, more than flesh or joy, or one more day. I love you... more than God. [Marian]
Etiquetas:
refúgios cinematográficos
sábado, 8 de outubro de 2011
Noite de cinema.
Peguei no meu coração
E pu-lo na minha mão
Olhei-o como quem olha
Grãos de areia ou uma folha.
Olhei-o pávido e absorto
Como quem sabe estar morto;
Com a alma só comovida
Do sonho e pouco da vida.
Fernando Pessoa (1913)
E pu-lo na minha mão
Olhei-o como quem olha
Grãos de areia ou uma folha.
Olhei-o pávido e absorto
Como quem sabe estar morto;
Com a alma só comovida
Do sonho e pouco da vida.
Fernando Pessoa (1913)
Lisboa, hoje. Um quarto de uma casa na Rua dos Douradores. Um homem inventa sonhos e estabelece teorias sobre eles. A própria matéria dos sonhos torna-se física, palpável, visível. O próprio texto torna-se matéria na sua sonoridade musical. E, diante dos nossos olhos, essa música sentida nos ouvidos, no cérebro e no coração, espalha-se pela rua onde vive, pela cidade que ele ama acima de tudo e pelo mundo inteiro. Filme desassossegado sobre fragmentos de um livro infinito e armadilhado, de uma fulgurância quase demente mas de genial claridade. O momento solar de criação de Fernando Pessoa. A solidão absoluta e perfeita do EU, sideral e sem remédio. Deus sou eu!, também escreveu Bernardo Soares.
[sinopse do filme, recolhida aqui.]
Etiquetas:
refúgios cinematográficos
sábado, 3 de setembro de 2011
Programa da noite.
Das weisse band, Michael Ganeke, 2009
Etiquetas:
refúgios cinematográficos
domingo, 24 de julho de 2011
Programa da tarde.
Letters to Juliet (2010)
Em Verona, na Itália – a bonita cidade onde Romeu viu a sua Julieta pela primeira vez – há um lugar onde os que sofrem por amor deixam as suas cartas com pedidos de ajuda dirigidas a Juileta. É aí que a aspirante a escritora Sophie encontra uma carta escrita há cinquenta anos e que vai mudar a sua vida para sempre. No decurso de uma viagem romântica com a autora da carta, Claire, que agora é avó, e com o seu atraente neto, os três descobrem que, por vezes, a mais bela história de amor é a nossa própria história.
Etiquetas:
refúgios cinematográficos
Norwegian Wood
Esta noite, faz todo o sentido.
Etiquetas:
refúgios cinematográficos
domingo, 23 de janeiro de 2011
O mais importante.
Etiquetas:
refúgios cinematográficos
segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
José e Pilar
Onde se prova que as pessoas podem ser felizes para sempre.
O estereótipo de há cinquenta anos rezava: «casaram e foram felizes para sempre». O estereótipo contemporâneo preconiza: «casamento, pantufas, aborrecimento». Um estereótipo não é melhor, nem mais inteligente, do que o outro – a ideia de que os casamentos estão condenados ao tédio só parece mais brilhante do que aquela que toma a felicidade como um dado adquirido porque o pessimismo dá sempre uns fumos de ilustração aos seus praticantes: quem futura em negativo passa facilmente por lustroso cérebro porque há sempre um desastre ao virar da esquina – e muito mais mirones para o desastre do que para a alegria. As relações nascem muitas vezes mortas por falta de fé – falta-nos amor por esse amor que é como uma espécie de terceira entidade gerada pela atracção entre dois seres, e que precisa de ser estimado como milagre concreto.
As pessoas casam-se trocando juras de amor já com os códigos do divórcio e das partilhas debaixo do braço. Ou casam-se ainda no mito da paixão inexpugnável, e depois deixam-se pasmar atarantadas diante dos cacos da paixão misturados com as peúgas de anteontem. Ou casam-se por interesse, isto é: escolhendo, como no supermercado, o pedaço de homem ou mulher que mais garantias dá de criar bem os filhos e de fazer uma boa dupla sócio-económica. Os casamentos «arranjados» desapareceram da civilização ocidental mas são frequentemente substituídos pelos casamentos de conveniência – versão ainda mais triste, porque sonsa, feita de faqueiros e fancaria, dos explícitos arranjos familiares e comerciais de outrora. Ganhámos medo do amor, e o medo amarfanha. A literatura lançou um estereótipo avassalador: o de que o amor só pode ser chamejante em estado de clandestinidade. A experiência das ditaduras, mais ou menos universal, criou um modelo infantil de relação: o do grupo de resistentes bonzinhos que agem pela calada contra a sociedade dos maus. É dessa matéria que são feitos os livros da Enid Blyton e os sonhos da adolescência. A associação absoluta entre o prazer e a clandestinidade mata as alegrias da vida adulta.
O belíssimo filme de Miguel Gonçalves Mendes, «José e Pilar», demonstra que as coisas não têm de ser assim: o amor pode ser público e oficial ( é difícil imaginar uma relação mais pública e oficial do que esta, assumida em duas cerimónias de casamento) e permanecer íntimo, faiscante, vivo. A história do início da relação entre Pilar e José é apenas aflorada por José, para esclarecer que Pilar nunca, ao contrário do que se disse, o entrevistou: telefonou-lhe dizendo que era jornalista, leitora e admiradora sua, e que queria conhecê-lo. José acrescenta que mal a viu chegar percebeu que aquilo era sério. Este abalo imediato e definitivo está descrito de um modo sublime no romance «História do Cerco de Lisboa» – mas isso já não consta do filme. Porque a singularidade deste filme está em começar anos depois do beijo fulgurante que sinaliza a união do par, para nos dar a ver exactamente isso em que nos custa tanto a acreditar: a vida que um amor pode ter, mais de vinte anos depois de ter começado. Pilar e José são duas personalidades fortíssimas, contrastantes, muitas vezes discordantes. A cena em que discutem por causa de Hillary Clinton ( que Pilar defende e José ataca) é exemplar quanto à vivacidade de cada um deles – e desse amor, que não só resiste a todas as discussões como parece alimentar-se delas. A química intensa que se desenha no ar sempre que eles estão juntos – um olhar, uma carícia, um abraço, o corpo de um procurando continuamente o corpo do outro – constitui a pedra de toque deste documentário, de uma imensa delicadeza. «Pilar e José» não é sobre a vida de uma vedeta da literatura ( embora a contenha, inevitavelmente) – é sobre a relação de amor entre duas pessoas particularmente expostas.
José dirá, a dado momento, que se pudesse voltar a viver a sua vida, repeti-la-ia toda, exactamente como foi. Parece estranha, esta afirmação, por parte do mesmo homem que diz: «Se eu tivesse morrido aos 63 anos, antes de conhecer a Pilar, morreria muito mais velho do que aquilo que sou». Na dedicatória das suas memórias de infância ( « As Pequenas Memórias»), José escreveu: «A Pilar, que ainda não havia nascido, e tanto tardou a chegar». Então, porque não diz José que, numa segunda vida, preferiria conhecer Pilar vinte anos mais cedo? Provavelmente, porque vinte anos antes não saberiam fazer durar o amor. Aprende-se a amar (como a correr ou a desenhar) caindo, falhando, errando muitas e muitas vezes. Até ao momento em que ficamos prontos para ser felizes para sempre. Há é pouca gente para dar por isso.
Inês Pedrosa
[crónica publicada no Expresso]
O estereótipo de há cinquenta anos rezava: «casaram e foram felizes para sempre». O estereótipo contemporâneo preconiza: «casamento, pantufas, aborrecimento». Um estereótipo não é melhor, nem mais inteligente, do que o outro – a ideia de que os casamentos estão condenados ao tédio só parece mais brilhante do que aquela que toma a felicidade como um dado adquirido porque o pessimismo dá sempre uns fumos de ilustração aos seus praticantes: quem futura em negativo passa facilmente por lustroso cérebro porque há sempre um desastre ao virar da esquina – e muito mais mirones para o desastre do que para a alegria. As relações nascem muitas vezes mortas por falta de fé – falta-nos amor por esse amor que é como uma espécie de terceira entidade gerada pela atracção entre dois seres, e que precisa de ser estimado como milagre concreto.
As pessoas casam-se trocando juras de amor já com os códigos do divórcio e das partilhas debaixo do braço. Ou casam-se ainda no mito da paixão inexpugnável, e depois deixam-se pasmar atarantadas diante dos cacos da paixão misturados com as peúgas de anteontem. Ou casam-se por interesse, isto é: escolhendo, como no supermercado, o pedaço de homem ou mulher que mais garantias dá de criar bem os filhos e de fazer uma boa dupla sócio-económica. Os casamentos «arranjados» desapareceram da civilização ocidental mas são frequentemente substituídos pelos casamentos de conveniência – versão ainda mais triste, porque sonsa, feita de faqueiros e fancaria, dos explícitos arranjos familiares e comerciais de outrora. Ganhámos medo do amor, e o medo amarfanha. A literatura lançou um estereótipo avassalador: o de que o amor só pode ser chamejante em estado de clandestinidade. A experiência das ditaduras, mais ou menos universal, criou um modelo infantil de relação: o do grupo de resistentes bonzinhos que agem pela calada contra a sociedade dos maus. É dessa matéria que são feitos os livros da Enid Blyton e os sonhos da adolescência. A associação absoluta entre o prazer e a clandestinidade mata as alegrias da vida adulta.
O belíssimo filme de Miguel Gonçalves Mendes, «José e Pilar», demonstra que as coisas não têm de ser assim: o amor pode ser público e oficial ( é difícil imaginar uma relação mais pública e oficial do que esta, assumida em duas cerimónias de casamento) e permanecer íntimo, faiscante, vivo. A história do início da relação entre Pilar e José é apenas aflorada por José, para esclarecer que Pilar nunca, ao contrário do que se disse, o entrevistou: telefonou-lhe dizendo que era jornalista, leitora e admiradora sua, e que queria conhecê-lo. José acrescenta que mal a viu chegar percebeu que aquilo era sério. Este abalo imediato e definitivo está descrito de um modo sublime no romance «História do Cerco de Lisboa» – mas isso já não consta do filme. Porque a singularidade deste filme está em começar anos depois do beijo fulgurante que sinaliza a união do par, para nos dar a ver exactamente isso em que nos custa tanto a acreditar: a vida que um amor pode ter, mais de vinte anos depois de ter começado. Pilar e José são duas personalidades fortíssimas, contrastantes, muitas vezes discordantes. A cena em que discutem por causa de Hillary Clinton ( que Pilar defende e José ataca) é exemplar quanto à vivacidade de cada um deles – e desse amor, que não só resiste a todas as discussões como parece alimentar-se delas. A química intensa que se desenha no ar sempre que eles estão juntos – um olhar, uma carícia, um abraço, o corpo de um procurando continuamente o corpo do outro – constitui a pedra de toque deste documentário, de uma imensa delicadeza. «Pilar e José» não é sobre a vida de uma vedeta da literatura ( embora a contenha, inevitavelmente) – é sobre a relação de amor entre duas pessoas particularmente expostas.
José dirá, a dado momento, que se pudesse voltar a viver a sua vida, repeti-la-ia toda, exactamente como foi. Parece estranha, esta afirmação, por parte do mesmo homem que diz: «Se eu tivesse morrido aos 63 anos, antes de conhecer a Pilar, morreria muito mais velho do que aquilo que sou». Na dedicatória das suas memórias de infância ( « As Pequenas Memórias»), José escreveu: «A Pilar, que ainda não havia nascido, e tanto tardou a chegar». Então, porque não diz José que, numa segunda vida, preferiria conhecer Pilar vinte anos mais cedo? Provavelmente, porque vinte anos antes não saberiam fazer durar o amor. Aprende-se a amar (como a correr ou a desenhar) caindo, falhando, errando muitas e muitas vezes. Até ao momento em que ficamos prontos para ser felizes para sempre. Há é pouca gente para dar por isso.
Inês Pedrosa
[crónica publicada no Expresso]
Etiquetas:
refúgios cinematográficos
sexta-feira, 5 de novembro de 2010
O filme da minha Vida
Porque hoje é o Dia Mundial do Cinema, aqui está o argumento perfeito para (re)lembrar o filme que marcou a minha Vida - As Pontes de Madison County ou, na versão original, The Bridges of Madison County.
O filme, baseado no romance homónimo de Robert James Waller adaptado ao cinema pelo extraordinário Clint Eastwood, conta-nos uma história de amor poderosa e tão assombrosa que nos afecta de tal modo que, ainda que não percebamos, nos deixa em suspense até o final.
Robert L. Kincaid (Clint Eastwood), fotógrafo contratado pela Revista National Geographic, aparece à porta de Francesca Johnson (Merryl Streep) numa tarde indolente de Agosto de 1965. Ele é um vagabundo, um viajante sem amarras nem raízes; já ela é a típica mulher de um fazendeiro de uma comunidade rural tradicional no Iowa, que vive exclusivamente os seus papeis de mulher, mãe e dona de casa.
Os dois personagens ficam inexplicavelmente atraídos um pelo outro, partilhando o amor pela beleza e pela aventura – as experiências dele são reais, enquanto que as dela existiram, até então, apenas nos seus sonhos. A atracção é intelectual, emocional e física, transcendendo todas as barreiras da moralidade e das convenções sociais. Por isso, enquanto o marido e os filhos estão fora por alguns dias (numa feira agrícola, creio), Francesca ajuda Kincaid a fotografar as pontes cobertas, que constituem a grande atracção turística da zona, especialmente a Ponte Roseman. E é então que ela descobre facetas da personalidade dele, estranhamente disfarçadas por uma capa de desprezo, que nunca viu noutra pessoa.
Foram suficientes quatro dias para que ficassem ligados um ao outro pelo resto da vida, ainda que não mais tivessem voltado a encontrar-se.
O Entertainment Weekly relatou o seguinte, a respeito do filme: «Streep e Eastwood, tanto em imagem como em espírito, estão tão perfeitos que parecem sair das páginas do livro». Igualmente perfeitos são os pequenos detalhes e as grandes emoções do grande amor de uma vida. Com sorte, mais cedo ou mais tarde, um amor destes acontece na vida de cada um. Para Robert e Francesca foi, eventualmente, tarde. Mas foi, sem sombra de dúvida, glorioso.
Eu já li o livro e vi o filme. Para mim, foi extraordinariamente revelador.
Deixo abaixo um pequenino excerto, para aguçar a curiosidade.
Etiquetas:
refúgios cinematográficos
sexta-feira, 22 de outubro de 2010
Moulin Rouge
Não será o meu filme de eleição. Mas é um dos meus favoritos, sobretudo no que respeita a musicais; talvez por isso, tenho algumas músicas da banda sonora no carro e ouço amiúde, com muito gosto.
O filme passa-se em Paris, em 1899, num dos maiores ícones da boémia parisiense, a casa de espectáculos Moulin Rouge. Conta a história de um jovem e idealizador poeta Christian (Ewan McGregor) que desafia o pai e vai viver no boémio bairro de Montmartre. Lá, ou melhor, no cabaré Moulin Rouge, apaixona-se pela famosa cortesã, a exuberante e sedutora Satine (Nicole Kidman). Junto a um grupo de artistas, Christian precisa encontrar Satine para convencê-la a montar uma peça teatral em que será o escritor.
O poeta encontra, no entanto, a concorrência de um patético e egocêntrico Duque (Richard Roxburgh), que fará de tudo para conquistar a sua amada, nem que isso implique gastar muito dinheiro, fazer ameaças e até matar.
Do cineasta Baz Luhrmann, que também realizou Romeu e Julieta e Vem Dançar Comigo, Moulin Rouge conta com cenários elaborados, figurinos fantásticos e uma história com diálogos compostos por letras de canções que marcaram época na música pop. Nele podem encontrar-se trechos das músicas de Beatles, U2, Madonna, Elton John, Fatboy Slim, Christina Aguillera, Beck, Ozzy Osborne e até de David Bowie...
Foi vencedor de dois óscares: o de melhor Direcção Artística e o de Melhor Guarda-Roupa.
A ver, definitivamente. E a rever também.
Etiquetas:
refúgios cinematográficos
Subscrever:
Mensagens (Atom)



