quinta-feira, 29 de setembro de 2016
A (incontornável ) banda sonora da minha noite.
terça-feira, 27 de setembro de 2016
Recantiga.
E era as folhas espalhadas, muito recalcadas no correr do ano,
A recolherem uma a uma por entre a caruma de volta ao ramo.
E era à noite a trovoada que encheu na enxurrada aquela poça morta,
De repente, em ricochete, a refazer-se em sete nuvens gota a gota.
E era de repente o rio, num só rodopio, a subir o monte,
E a correr contra a corrente, assim de trás para a frente, a voltar à fonte.
Um monte de cartas espalhadas des-desmoronando-se todo em castelo,
E era linha duma vida sendo recolhida de volta ao novelo.
E era aquelas coisas tontas, as afrontas que eu digo e que me arrependo,
A voltarem para mim, como se assim tivessem remendo.
E era eu, um passarinho caído no ninho à espera do fim,
E eras tu, até que enfim, a voltar para mim...
https://youtu.be/tV9HscpC-RU
Despedidas.
que vai ser que já é o teu desaparecimento
digo-te adeus
e como um adolescente
tropeço de ternura
por ti.
Alexandre O'Neill, Poesias Completas.
segunda-feira, 30 de novembro de 2015
In Memoriam
E assim sou, fútil e sensível, capaz de impulsos violentos e absorventes, maus e bons, nobres e vis, mas nunca de um sentimento que subsista, nunca de uma emoção que continue, e entre para a substância da alma. Tudo em mim é a tendência para ser a seguir outra coisa; uma impaciência da alma consigo mesma, como com uma criança inoportuna; um desassossego sempre crescente e sempre igual. Tudo me interessa é nada me prende.
No dia em que passam 80 anos sobre a sua morte.
(O excerto é do heterónimo Bernardo Soares - Livro do Desassossego, trecho 10, Assírio & Alvim, 1998, p. 53.
O esboço tem o traço inconfundível do Mestre Júlio Pomar.)
domingo, 29 de novembro de 2015
As so this is (almost) Christmas
segunda-feira, 13 de julho de 2015
O dia em que te deixei.
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| imagem daqui. |
sexta-feira, 30 de janeiro de 2015
As minhas manias.
Gosto de mimos.
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| imagem daqui. |
quinta-feira, 2 de maio de 2013
Capa negra de saudade.
terça-feira, 24 de abril de 2012
A banda sonora da nossa noite...
terça-feira, 6 de março de 2012
A banda sonora da minha noite...
A rasgar as nuvens,
Rasgar o céu...
Anda comigo ao Porto de Leixões ver os navios
A levantar ferro,
A rasgar o mar...
Um dia eu ganho a lotaria,
Ou faço uma magia,
(mas que eu morra aqui)
Mulher, tu sabes o quanto eu te amo,
O quanto eu gosto de ti;
E que eu morra aqui
Se um dia eu não te levo à América,
Nem que eu leve a América até ti...
Anda comigo ver os automóveis à avenida
A rasgar as curvas,
A queimar pneus...
Um dia vamos ver os foguetões levantar voo,
A rasgar as nuvens,
A rasgar o céu...
Um dia eu ganho o totobola,
Ou pego na pistola -
Mas que eu morra aqui -
Mulher, tu sabes o quanto eu te amo,
O quanto eu gosto de ti;
E que eu morra aqui
Se um dia eu não te levo à lua,
Nem que eu roube a lua
Só para ti...
Um dia eu vou jogar a bola,
Ou vendo esta viola:
Nem que eu morra aqui.
Mulher, tu sabes o quanto eu te amo,
O quanto eu gosto de ti;
E que eu morra aqui
Se um dia eu não te levo à América,
Nem que eu leve a América até ti...
Mais músicas aqui.
quarta-feira, 25 de janeiro de 2012
Noite de leituras.
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| imagem vista aqui. |
domingo, 22 de janeiro de 2012
sábado, 14 de janeiro de 2012
A banda sonora da minha noite...
quarta-feira, 11 de janeiro de 2012
A banda sonora da minha noite...
terça-feira, 3 de janeiro de 2012
A banda sonora da minha noite...
Porque todos os inícios de ano
representam um novo começo,
uma nova história,
um novo "Era uma vez...".
quarta-feira, 30 de novembro de 2011
Porque todos os dias são bons para ler Pessoa.
segunda-feira, 10 de outubro de 2011
A banda sonora da minha noite...
quarta-feira, 14 de setembro de 2011
Noite de teatro.
A grande Eunice Muñoz é Flora Goforth, a velha milionária excêntrica, decadente e iludida que se toma de amores por um rapaz, Chris Flanders, apelidado por muitos como o anjo da morte pelo seu longo historial de visitas a velhinhas na hora da morte.
Isto é tudo quanto, por ora, sei do que me espera.
Será, seguramente, uma boa noite.
Actualização, em 15.09.2011: Actuação soberba, que permanecerá na minha memória por muito tempo.
segunda-feira, 29 de agosto de 2011
Alma portuguesa.
Noites perdidas,
Sombras bizarras...
Na Mouraria
Canta um rufia,
Choram guitarras!
Amor, ciúme,
Cinzas e lume,
Dor e pecado...
Tudo isto existe,
Tudo isto é triste,
Tudo isto é fado.





