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quinta-feira, 7 de abril de 2011
Do it.
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resoluções
quarta-feira, 6 de abril de 2011
Eles vêm aí.
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perspectivas
O dia e a noite.
Dias longos.
Noites escuras.
Quase negras...
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pedaço de vida
terça-feira, 5 de abril de 2011
Let It Be.
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refúgios musicais
segunda-feira, 4 de abril de 2011
Lolita.
Lolita, light of my life, fire of my loins. My sin, my soul. Lo-lee-ta: the tip of the tongue taking a trip of three steps down the palate to tap, at three, on the teeth. Lo. Lee. Ta. She was Lo, plain Lo, in the morning, standing four feet ten in one sock. She was Lola in slacks. She was Dolly at school. She was Dolores on the dotted line. But in my arms she was always Lolita. Did she have a precursor? She did, indeed she did. In point of fact, there might have been no Lolita at all had I not loved, one summer, an initial girl-child. In a princedom by the sea. Oh when? About as many years before Lolita was born as my age was that summer. You can always count on a murderer for a fancy prose style. Ladies and gentlemen of the jury, exhibit number one is what the seraphs, the misinformed, simple, noble-winged seraphs, envied. Look at this tangle of thorns.
Vladimir Nabokov, Lolita
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Vladimir Nabokov
Os homens e as suas características.
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O homem de bem exige tudo de si próprio.
O homem medíocre espera tudo dos outros.
Confúcio
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Confúcio
Wish to be in.
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desejos
domingo, 3 de abril de 2011
As palavras.
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| imagem de Eva Brzozowska |
Quanto a mim gosto das palavras que sabem a terra, a água, aos frutos do Verão, aos barcos no vento; gosto das palavras lisas como os seixos, rugosas como o pão de centeio. Palavras que cheiram a feno e a poeira, a barro e a limão, a resina e a sol. Foi com essas palavras que fiz os poemas. Palavras rumorosas de sangue, colhidas no espaço luminoso da infância, quando o tempo era cheio, redondo, cintilante. As palavras necessárias para conservar ainda os olhos abertos ao mar, ao céu, às dunas, sem vergonha, como se os merecesse, e a inocência pudesse de quando em quando habitar os meus dias. As palavras são a nossa salvação.
Eugénio de Andrade
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Eugénio de Andrade
Good morning.
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instantâneos
sábado, 2 de abril de 2011
Era bom...
Se esta noite acabássemos a perceber um pouco mais um sobre o outro, já era bom... tu perceberes o que me fizeste e eu perceber porque é que o fizeste. Porque se não for assim, tudo o que já aconteceu e o que vai acontecer, será em vão... mais uma estupidez, como tantas outras que acontecem neste país.
lido aqui
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| Isabella Rossellini e David Lynch, Blue Velvet. |
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Athol Fugard
Credo
Creio nos anjos
que andam pelo mundo,
Creio na deusa
com olhos de diamante,
Creio em amores lunares
com piano ao fundo,
Creio nas lendas,
nas fadas, nos atlantes,
Creio num engenho
que falta mais fecundo,
De harmonizar
as partes dissonantes,
Creio que tudo é eterno
num segundo,
Creio num céu futuro
que houve dantes,
Creio nos deuses
de um astral mais puro,
Na flor humilde
que se encosta no muro,
Creio na carne
que enfeitiça o além,
Creio no incrível,
nas coisas assombrosas,
Na ocupação do mundo
pelas rosas,
Creio que o amor que tem asas
de ouro.
Amén.
Natália Correia
[porque hoje é Dia Mundial do Autismo
e porque é preciso acreditar sempre, muito.]
que andam pelo mundo,
Creio na deusa
com olhos de diamante,
Creio em amores lunares
com piano ao fundo,
Creio nas lendas,
nas fadas, nos atlantes,
Creio num engenho
que falta mais fecundo,
De harmonizar
as partes dissonantes,
Creio que tudo é eterno
num segundo,
Creio num céu futuro
que houve dantes,
Creio nos deuses
de um astral mais puro,
Na flor humilde
que se encosta no muro,
Creio na carne
que enfeitiça o além,
Creio no incrível,
nas coisas assombrosas,
Na ocupação do mundo
pelas rosas,
Creio que o amor que tem asas
de ouro.
Amén.
Natália Correia
[porque hoje é Dia Mundial do Autismo
e porque é preciso acreditar sempre, muito.]
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Natália Correia
sexta-feira, 1 de abril de 2011
Para nós.
Divido-as contigo. Como tudo, como sempre.
És metade de mim, temos o mesmo sangue a correr-nos nas veias. O sangue que também nos une na cumplicidade de todas as horas, de todos os sonhos, de toda a vida.
Não são minhas nem são tuas. São nossas as flores; só nossas.
Também hoje. Sobretudo hoje.
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pedaço de vida
quinta-feira, 31 de março de 2011
My Skin...
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refúgios musicais
quarta-feira, 30 de março de 2011
Ausência
Por muito tempo achei que a ausência é falta.
E lastimava, ignorante, a falta.
Hoje não a lastimo.
Não há falta na ausência.
A ausência é um estar em mim.
E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços,
que rio e danço e invento exclamações alegres,
porque a ausência assimilada,
ninguém a rouba mais de mim.
Carlos Drummond de Andrade
E lastimava, ignorante, a falta.
Hoje não a lastimo.
Não há falta na ausência.
A ausência é um estar em mim.
E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços,
que rio e danço e invento exclamações alegres,
porque a ausência assimilada,
ninguém a rouba mais de mim.
Carlos Drummond de Andrade
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Carlos Drummond de Andrade
Arrependimentos
Não me arrependo das horas que perdi a esperar-te quando ainda havia a esperança. A esperança que havia ainda quando, a esperar-te, perdi horas de que não me arrependo.
Um instante na memória de chegares é mais valioso do que jardins. Do que montanhas, do que anos de tempo.
Arrependo-me de ficar ao sol, de sorrir, de esquecer que devagar passam os dias. Os dias passam devagar, esquecendo-se de sorrir, de sorrir ao sol e de ficar onde me arrependo.
José Luís Peixoto, Uma casa na escuridão.
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José Luís Peixoto
Per te.
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inscrições pessoais
terça-feira, 29 de março de 2011
A quantidade certa
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| Montgomery Clift e Elizabeth Taylor, A place in the sun.* |
A felicidade não se mede pela quantidade do que nos aconteceu de agradável, mas pela quantidade de nós que responde ao que nos acontece.
Vergílio Ferreira
*imagem recolhida aqui
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Vergílio Ferreira
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